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Visitas aos cartórios expõem realidade dos servidores do Interior
À medida que percorre os cartórios espalhados pelo estado, o Sindjuf/SE vai descobrindo novas camadas da gestão insatisfatória da Administração do TRE/SE para com as zonas eleitorais. Hoje, as visitas foram em Tobias Barreto, Umbaúba, Cristinápolis e Boquim.
É geral o sentimento de desamparo que os servidores do Interior têm com relação ao tribunal. Todo o trabalho de gerenciamento do cartório fica a cargo do chefe de cartório, além de sua atividade-fim.
O acúmulo de funções é uma realidade, incluindo a de assessorar o juiz nos processos, tarefa a qual nem todo servidor consegue se negar a fazer. Muitos servidores enfrentam cobranças indevidas e até assédio para desempenhar uma atribuição que não é sua.
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A dificuldade é ainda maior quando se trata de um técnico judiciário cuja formação não é em direito. Ele precisa se virar para realizar o trabalho. Um servidor sugere que fosse formada uma comissão de servidores formados em direito para prestar apoio processual e cartorário aos cartórios do interior.
Ou ainda a criação de um manual que padronizasse procedimentos, ao qual o servidor pudesse recorrer quando preciso, como já existe em outros tribunais.
Requisitados
Se não há uma atenção especial voltada para os servidores do quadro efetivo, imagine para os servidores requisitados.
Os servidores municipais cedidos pela prefeitura para atuar no cartório são fundamentais para o atendimento da população. Porém, eles não têm direito a uma gratificação por estarem trabalhando no cartório, a exemplo do que é feito com servidores cedidos para trabalhar na justiça estadual. Por que um órgão federal não pode pagar?
Também não há treinamento do TRE/SE para estes servidores, nem mesmo quando chegam no cartório. É mais um afazer que fica sob a responsabilidade do servidor efetivo.
Trabalho híbrido
O Sindjuf/SE insistirá na implantação do trabalho híbrido para os servidores da Justiça Eleitoral. Vários outros tribunais já liberaram este modelo de trabalho, ao qual o TRE/SE resiste e sem qualquer justificativa plausível.
Não faz sentido negar, pelo menos, um dia de trabalho remoto.
Sergipe é um estado pequeno; a maioria dos servidores mora na capital, mas precisa se deslocar todos os dias. Gasto, insegurança e cansaço poderiam ser evitados.
Amanhã, o Sindjuf/SE encerra esse ciclo de visitas, indo às cidades de Nossa Senhora da Glória e Itabaiana.