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Giro de Notícias
O Giro de Notícias de hoje reúne algumas informações sobre como a direita está pensando o futuro do Brasil. Empresário ameaçando funcionários por causa do avanço da escala 5x2; presidente argentino como espelho para candidato brasileiro, propostas de “revogaço”, “tesouraço” e mais reformas previdenciárias; outro posicionamento contra o fim da escala 6x1. Confira:
Assédio eleitoral
O empresário Luciano Hang e sua rede varejista, Havan, são processados mais uma vez por assédio eleitoral. Durante a inauguração de uma loja em Caldas Novas (GO), em 29 de agosto, Hang disse que o fim da 6×1 é medida eleitoreira e que pode prejudicar os trabalhadores: “Eles querem ganhar o voto de vocês e depois, sabe o que vai acontecer?”, perguntou e depois respondeu sua própria pergunta: “Aí, sabe o que vocês vão ter que fazer? Como vocês não vão poder trabalhar mais de 5 dias aqui na Havan e vão ficar com o mesmo salário e o salário de vocês vai comprar menos produtos, vocês vão ter que arranjar outro emprego”. O Ministério Público do Trabalho (MPT) pede pagamento de indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, além de indenização individual de ao menos 20 vezes o último salário a cada funcionário atingido. Também reivindica que Hang grave um vídeo de retratação em até 48 horas, assegure a liberação da equipe para votar nos dias de eleição e institua normas permanentes de neutralidade política nas lojas.
Milei como exemplo
Durante evento do Esfera Brasil nesta segunda-feira, 14, a coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou que o plano de governo do candidato se inspira nas mudanças realizadas pelo presidente argentino, Javier Milei. "Vamos usar de inspiração no que foi feito pelo governo de Javier Milei, na Argentina", referindo-se a cortes de gastos e privatizações. Para ela, Milei é um "ótimo exemplo" na capacidade de voltar a atrair investimentos, redução de burocracias e impostos. Daniela, que é ex-presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou que, em eventual governo de Flávio Bolsonaro, deverá haver um “revogaço” de mais de mil normas infralegais.
Tesouraço e IA
Além de “revogaço”, Flávio Bolsonaro promete um “tesouraço” nos gastos públicos. Ele acusou o atual governo de corrupto e informou que investirá em inteligência artificial. Durante os quatro anos de Jair Bolsonaro na presidência, os servidores públicos federais do Executivo ficaram sem reajuste salarial. Em 2022, o governo chegou a anunciar um reajuste linear de 5%, mas a medida não foi implementada. Em junho, Bolsonaro afirmou que tentaria dobrar o auxílio-alimentação, mas o reajuste não foi efetivado naquele ano. Jair Bolsonaro terminou seu mandato sendo o primeiro presidente em vinte anos a não conseguir nenhum reajuste a servidores civis do Executivo Federal.
Mais reformas
E não foi só isso. Em março, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e autor da PEC da Escravidão (que aumenta a jornada de trabalho e reduz direitos), afirmou que um eventual governo precisaria “revisitar” a reforma da Previdência, de 2019, no governo do pai Bolsonaro, que aumentou o tempo de contribuição, diminuiu o valor do benefício e cortou pela metade o valor recebido por viúvas e dependentes do beneficiário. Segundo Marinho, uma nova reforma poderia envolver mudanças nos parâmetros do sistema ou até no próprio modelo previdenciário. Também disse que os reajustes seriam feitos apenas pela inflação, sem aumento real para quem recebe até um salário mínimo como vem sendo feito atualmente.
Reduzir não desenvolve
Na esteira de propostas anti-trabalhador, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), em entrevista ao Jornal da Record, defendeu a criação de uma modalidade de contratação alternativa à CLT e ironizou a proposta de redução da jornada semanal para 40 horas. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que os trabalhadores deveriam ter liberdade para definir a própria carga horária. Zema propõe um novo modelo que permita a contratação por hora e funcione paralelamente às regras atuais da CLT. Ele disse ainda que redução da carga horária semanal não garante desenvolvimento econômico. "Se reduzir jornada de trabalho trouxesse desenvolvimento, vamos reduzir então para dez horas por semana. Aí está resolvido, aí nós vamos para o céu. Talvez 40 não seja adequado. Vamos passar a trabalhar, então, dez horas por semana", afirmou em tom irônico.