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Giro de Notícias
Levantamento do Diap prevê maior nível de reeleição em 2026. Taxa de desemprego diminui, e condições de trabalho melhoram. Bancos aumentam juros para pessoas físicas. E Copom continua a reduzir a Selic no modo conta gotas. Confira o Giro de Notícias desta semana:
Sem renovação
Um levantamento preliminar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que as eleições de 2026 deverão registrar o maior índice de deputados federais buscando a reeleição desde o início da série histórica realizada pela entidade. Segundo o estudo, 448 dos 513 parlamentares em exercício pretendem disputar um novo mandato, o equivalente a 87,32% da composição da Câmara dos Deputados. O percentual de parlamentares que pretendem permanecer na Câmara supera o registrado nas eleições de 2022. Outros 65 deputados decidiram disputar cargos diferentes, como Senado, governos estaduais, vice-governos, assembleias legislativas ou a Vice-Presidência da República, enquanto parte deles optou por não concorrer nas eleições. Segundo o Diap, esse número ainda pode aumentar após as convenções partidárias. Os dados foram elaborados com base em pesquisas, consultas a portais locais, contatos com candidatos e dirigentes partidários, além da análise dos arranjos políticos nos estados.
Menos desemprego
A taxa de desemprego no segundo trimestre ficou em 5,4%, o menor nível já registrado desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Isso porque o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre. O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%. Já o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 10% (718 mil pessoas) a menos que no primeiro trimestre. Os setores que mais criaram vagas foram: transporte, armazenagem e correio, administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre. No entanto, fica abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026. (R$ 3.765).
Melhores condições de trabalho
Além disso, uma avaliação do Dieese aponta que as condições de trabalho melhoraram no Brasil. Por meio do Índice da Condição de Trabalho (ICT), levantamento realizado desde 2019, a entidade mede as condições de trabalho. No primeiro trimestre de 2026, o indicador alcançou 0,75, resultado 0,05 ponto superior ao registrado no último trimestre de 2025 e 0,07 ponto acima do observado no mesmo período do ano anterior. Como o índice varia entre 0 e 1, quanto mais próximo de 1, melhores são as condições gerais do mercado de trabalho. O índice resulta da composição de três dimensões: inserção ocupacional (formalização do vínculo de trabalho, contribuição previdenciária, tempo de permanência no trabalho); desocupação (desocupação e desalento, procura por trabalho há mais de cinco meses, desocupação e desalento dos responsáveis pelo domicílio); e rendimento (por hora trabalhada; concentração dos rendimentos do trabalho).
Melhores condições de trabalho II
Crescimento econômico, controle inflacionário e estabilidade política são outros fatores que contribuem para a melhoria do ICT-Dieese. Conquistas como a política de valorização real do salário mínimo, isenção do imposto de renda sobre salários até R$ 5 mil e ganhos obtidos nas categorias contribuíram para a melhoria dessa vez. Entretanto, o próprio Dieese ressalta que a melhora ainda convive com obstáculos importantes, sobretudo o aumento das formas precárias de ocupação e a persistente concentração da renda do trabalho.
Juros corrosivos
Por outro lado, os juros cobrados pelos bancos às pessoas físicas no crédito livre continuam subindo e atingiram, em média, 64% ao ano em junho, corroendo a renda das famílias e elevando a inadimplência, segundo os dados de Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central. O endividamento das famílias alcançou o índice de 49,8% em maio; o comprometimento de renda aumentou na comparação com abril, ficou em 28,5%; e a inadimplência ficou em 5,6%.
Taxa Selic
Falando em juros altíssimos, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu baixar a taxa básica de juros (Selic) em apenas 0,25 ponto percentual mais uma vez. Agora a taxa foi de 14,25% para 14%. O corte a conta gotas continua fazendo com que a taxa de juro real brasileira (após o desconto da inflação) se mantenha acima dos 10% ao ano. Apenas no primeiro semestre de 2026, o pagamento de juros da dívida pública atingiu a soma de R$ 569,7 bilhões. Em 12 meses até junho, esse gasto supera os R$ 1,16 trilhão. A Selic nas alturas compromete todos os setores da economia, a geração de empregos e, consequentemente, o fortalecimento do país em todas as áreas. O único setor que se beneficia desses juros escandalosos é o de banqueiros e rentistas.