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Giro de Notícias

31/07/26 às 12:06 por Sindjuf/SE
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Governo Federal nomeia 500 aprovados no CNU. Supersalários do TJSE são notícia nacional. Em três anos, acionistas de empresa privatizada recebem quase 90% mais do que o valor pago ao governo. Ministro da Previdência se diz contra aumento da idade mínima para se aposentar. Empresas de aplicativo impõem novas dificuldades aos trabalhadores. Confira o Giro de Notícias desta semana: 

 

Mais servidores

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos nomeou 500 aprovados na segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU 2) para dois cargos de nível superior. Para o cargo de analista técnico de justiça e defesa (ATJD) foram 250. Outras 250 nomeações foram para a carreira de analista técnico de desenvolvimento socioeconômico (ATDS). Todos estarão lotados no Ministério da Gestão e vão exercer as atividades de forma descentralizada em órgãos da administração pública federal direta. Os dois cargos foram criados em 2025 pela Lei 15.141/2025 e integram as carreiras transversais da administração pública federal, o que, na prática, permite que os servidores sejam alocados entre diferentes ministérios e secretarias, conforme as demandas do governo federal.

 

Supersalários continuam

Nesta segunda-feira, 27, o site O Globo voltou a repercutir os supersalários de alguns juízes no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). Em junho, 23 magistrados ultrapassaram a marca dos R$ 100 mil no contracheque, somando subsídio mensal com verbas indenizatórias e adicionais liberados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No topo da lista está uma juíza de entrância final que recebeu remuneração bruta de R$ 134,2 mil no mês, quase três vezes mais que o teto constitucional, fixado em R$ 46,3 mil. No caso desta magistrada, o contracheque de junho reúne conta com uma antecipação de gratificação natalina de R$ 59,3 mil, mais R$ 21,8 mil de terço de férias e R$ 13,2 de uma adicional batizado de Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC). Os dados ficam disponíveis no Portal da Transparência.

 

Privatização

Em menos de três anos de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel), os acionistas da empresa já receberam R$ 5,87 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). O valor é 89,5% superior aos cerca de R$ 3,1 bilhões arrecadados pelo Governo do Paraná com a venda das ações que retirou o controle estatal da companhia, em agosto de 2023. Enquanto isso, os consumidores enfrentam tarifas 20% mais altas, piora na prestação do serviço e redução do quadro de funcionários da empresa. Com a privatização, a empresa aprovou uma nova política que determina a distribuição mínima de 75% do lucro líquido aos acionistas todos os anos, com pagamentos realizados ao menos duas vezes por ano. Na prática, a remuneração do mercado financeiro passou a ocupar posição central na estratégia da companhia, que, antes, distribuía entre 25% e 65% do lucro líquido aos acionistas e preservava recursos para investimentos na expansão e manutenção do sistema elétrico. Enquanto o Estado recebeu um valor único pela venda da empresa, os investidores privados recebem sucessivas distribuições de lucros, que já superam com folga o montante obtido pelo governo com a operação. 

 

Ministro contra aumento

Na imprensa e na política, tem se ventilado novamente a ideia de uma nova reforma da previdência com aumento da idade para se aposentar. Recentemente, uma matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo apresentou as ideias defendidas por dois institutos ligados a nomes do mercado financeiro no que se refere aos direitos trabalhistas. Entre as ideias, a idade mínima de 67 anos para aposentadoria. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, se manifestou contrariamente a propostas como essa. Ele chamou de cruel a defesa do aumento da idade mínima e disse que não há necessidade de uma nova reforma. Posição que vai de encontro a outras defendidas por alguns membros do Governo Federal, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tem feito acenos à necessidade de contenção de despesas obrigatórias no Orçamento da União. Para Queiroz, existem outras maneiras de contornar as dificuldades financeiras. “Acredito que nós estaremos desafiados – todos nós, a inteligência brasileira – a construir soluções de Previdência que são reais, que nós precisamos ajustar e adequar. Mas sempre com o olhar de não penalizar aqueles que já vivem muito sofridos, que são os trabalhadores brasileiros”, disse. E completou: “Todos nós aqui trabalhamos muitas horas, mas nós trabalhamos no ar-condicionado, de paletó e gravata, bem vestidos, graças a Deus, e nós sabemos que essa não é a realidade da maioria, de 99% dos trabalhadores brasileiros. Então é com eles que me preocupo”, reconheceu.

 

Condições piores

E por falar em exploração, empresas de aplicativo estão criando uma nova dificuldade para os trabalhadores. A Uber e a 99, por exemplo, testam o sistema de “passe”, em que os motoristas precisam pagar uma assinatura, válida por um período ou por um limite de faturamento, para acessar as corridas e ficar com o valor integral das viagens. Já o iFood lançou o sistema +Entregas, que, segundo os entregadores, exige um agendamento de turnos e atuação em áreas definidas pela empresa, o que reduziu a remuneração média para cerca de R$ 3,50 por entrega, valor muito inferior ao piso de R$ 7 por corrida de até quatro quilômetros anunciado pelas empresa no ano passado. Ambos os sistemas reduzem os ganhos dos trabalhadores e aumentam o lucro das empresas. De acordo com entidades representativas da categoria, “os trabalhadores pagam para trabalhar”. 


 

 

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