Notí­cias

Giro de Notícias

15/05/26 às 09:47 por Sindjuf/SE
  • Compartilhar via Facebook
  • Compartilhar via Twitter
  • Compartilhar via Whatsapp
  • Compartilhar via Email

 

Presidente sanciona criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. Planos de saúde aumentam mais que a inflação. Comissão Especial do fim da escala 6x1 realiza debates pelo Brasil. Dieese aponta que a redução da jornada de trabalho pode criar 2,5 milhões de empregos. Rendimento médio mensal dos 10% mais ricos é 13 vezes maior que o dos 40% mais pobres. Senador defende que não houve tentativa de golpe de Estado em 2023 porque ataques foram aos prédios. Confira o Giro de Notícias desta semana:

 

Memória

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei nº 2.120/2022 que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. O dia 12 de março foi escolhido por remeter ao falecimento de Rosana Aparecida Urbano, técnica de enfermagem de 57 anos, considerada a primeira vítima fatal da doença no Brasil, ocorrido em São Paulo em 2020. A lei busca honrar as mais de 700 mil vidas interrompidas pelo vírus.

 

Saúde lucrativa

Apenas nos primeiros dois meses de 2026, os planos de saúde coletivos tiveram aumento de 9,9% anual, em média, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O número supera em muito a inflação para o período, de 3,81%, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, as operadoras de planos de saúde no Brasil registraram um lucro líquido recorde de R$ 24,4 bilhões, marcando um aumento expressivo de cerca de 120% frente a 2024, impulsionado, em grande parte, pelo reajuste das mensalidades. Segundo a ANS, em nota, “o resultado líquido do setor em 2025 foi o maior da série histórica em termos nominais, superando inclusive o recorde anterior durante a pandemia de COVID-19, levando o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) a 16,4%, patamar superior aos anos pré-pandemia”. 

 

Fim da escala 6x1 em debate

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa propostas de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 definiu o cronograma de seminários que serão realizados em diferentes estados do país este mês. A reuniões são promovidas em conjunto com as  centrais e sindicatos e preveem encontros em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Amazonas, entre outros, e visam debater as Propostas de Emenda à Constituição (PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes, e PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton), que tramitam na Câmara. O primeiro desses encontros estaduais já aconteceu na Paraíba, na semana passada, e reuniu representantes do governo federal, centrais sindicais, entidades patronais, especialistas em economia e relações do trabalho, movimentos sociais, e pesquisadores para debater os impactos econômicos, sociais e políticos da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Nesta quinta, 14, foi a vez de São Paulo receber o seminário. Além dos seminários estaduais, a Comissão realizará uma série de audiências públicas ao longo do mês. Os debates incluem temas como os impactos econômicos da redução da jornada, experiências internacionais, negociações coletivas, saúde do trabalhador, impactos sobre as mulheres e o trabalho rural. A votação do parecer final está prevista para o dia 26 de maio. 

 

Crescimento

Falando em escala 6x1, dados do Dieese apontam que a redução da jornada de trabalho teria a capacidade de gerar 2,5 milhões de novos postos no Brasil.  A redução de 44 para 40 horas teria um impacto para a indústria de 1,99%, o que seria perfeitamente absorvível pelo setor industrial brasileiro. 

 

Riqueza

Uma pesquisa do IBGE mostra que, em 2025, o grupo formado pelos 10% mais ricos da população brasileira teve rendimento médio mensal de R$ 9.117 por pessoa. Esse valor é 13,8 vezes maior que o recebido pelos 40% mais pobres. Para essa parcela da população, o rendimento mensal foi R$ 663.Em 2024, essa relação entre os mais pobres e os mais ricos estava em 13,2 vezes. A pesquisa aponta que a diferença aumentou de 2024 para 2025 porque o rendimento dos 10% mais ricos subiu 8,7%, já descontada a inflação. Em contrapartida, a alta do grupo dos 40% mais pobres ficou em 4,7%. No entanto, a observação mais ampliada mostra que, desde 2019, último ano antes da pandemia de covid-19, o grupo dos 40% mais pobres teve alta de 37,6% nos rendimentos. Já no grupo dos 10% mais abastados, o aumento foi de 11,9%. De acordo com o IBGE, o percentual foi “bastante abaixo” do crescimento registrado pelas demais classes.

 

“Golpe contra prédios”

O senador Carlos Viana (PSD-MG) cobrou urgência na tramitação do projeto de lei 5.977/2025, apresentado por ele em novembro passado. a proposta revoga dispositivos do Código Penal (2.848/1940) para extinguir crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, interrupção do processo eleitoral e violência política. Ele afirma não se tratar de anistia por não haver "tentativa real de golpe de Estado" nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, porque "não existe golpe contra prédios públicos". 

 

 

 

    Clique na imagem para ampliar