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Dia do Trabalhador e a luta pela vida além do trabalho

30/04/26 às 13:27 por Sindjuf/SE
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Neste 1º de maio de 2026, a celebração do Dia do Trabalhador converge para uma pauta central e urgente: o fim da escala 6x1. O que antes era aceito como norma, hoje é questionado globalmente e ganhou força no Brasil através do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), pautando o Congresso Nacional com Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e projetos de lei.

 

A recente aprovação de duas PECs na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e o envio de uma proposta própria pelo Poder Executivo refletem a pressão popular. A motivação: o direito ao tempo. Ter apenas um dia de folga semanal não é suficiente. Descanso, estudo, lazer e convívio familiar não podem ser privilégios, mas direitos garantidos. 

 

A resistência no Congresso, franqueada pelo lobby empresarial,  se impõe como uma difícil barreira. É este mesmo Congresso, cujos parlamentares recebem mais de R$ 46 mil para cumprir três ou quatro dias de trabalho, que decidirá se os trabalhadores do país terão direito a dois dias de descanso remunerado. Os conservadores, que loteiam o Legislativo e defendem tão veementemente a família, deveriam apoiar que todo trabalhador pudesse ter mais tempo com a família, não é mesmo? A verdade, porém, é que eles defendem só a própria família e a família das elites. Para a família dos trabalhadores, que restem o esgotamento, a sobrecarga de trabalho, o transporte público precário, a insegurança, a bala perdida no meio do caminho.

 

Reduzir a jornada de trabalho é uma questão de dignidade humana. É resolver se continuaremos a priorizar os negócios e o lucro sobre a saúde dos trabalhadores ou se daremos às pessoas que compõem a força de trabalho desse país a chance de ser mais que um funcionário.

 

 

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