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Sem espaço nos debates do Congresso, trabalhadores lutam nas ruas por fim da escala 6x1

08/04/26 às 14:27 por Sindjuf/SE
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O governo não vai mais encaminhar um projeto de lei com urgência para tratar do fim da escala de trabalho 6X1. Foi o que afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta terça-feira, 7. Um projeto enviado pelo governo seria em “regime de urgência”, o que demandaria menos votos para aprovação e garantiria a sua implementação mais rápida. No entanto, segundo Motta, o governo assentiu com a decisão da Câmara de debater o assunto por meio de uma proposta de emenda à Constituição.

 

No mesmo dia, a redução da jornada de trabalho foi tema de debate na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, responsável por avaliar a constitucionalidade e legalidade das propostas. Foram analisadas a PEC 8/25, que prevê a adoção da carga semanal de quatro dias de trabalho e três dias de descanso; e a PEC 221/19, que reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal do trabalhador. 

 

A ocasião contou com a participação não de trabalhadores, mas de representantes do setor empresarial. 

 

Após aprovação na CCJ, Motta prevê a criação de uma comissão especial para deliberar sobre a matéria, que deve ser votada ainda em maio para posteriormente ser levada para o plenário.

 

Pressão dos trabalhadores

É nas ruas que o trabalhador se faz ouvir. Por isso, no dia 4 de março, cerca de 2 mil operários de 8 empresas entraram em greve total ou parcial. Também foram realizados mais 14 atos em várias cidades. Para além da reivindicação da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, os trabalhadores também reivindicavam direitos básicos, como pagamento em dia, reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

 

Já no dia 24 de março, foi a vez dos trabalhadores ocuparem 14 shoppings em todo o país para denunciar a exaustiva jornada de trabalho. 

 

 

 

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