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Giro de Notícias
CCJ aprova e fim da escala 6x1 está mais próxima de se tornar realidade. Brasil é um dos países que mais trabalham no mundo. Emprego formal favoreceu crescimento da sindicalização no país. Alexandre de Moraes rejeita mais um recurso para reverter a condenação de Bolsonaro, no entanto, autoriza general condenado a prestar serviços “intelectuais” para o Exército. Apenas nos primeiros 10 dias do ano, a parcela dos 1% mais ricos do mundo consumiu todo o limite de CO2 permitido para 2026. Confira o Giro de Notícias:
Fim da escala 6x1
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, em dezembro passado, uma proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o fim da escala 6x1. O projeto garante dois dias de descanso remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos, além de reduzir progressivamente a jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais. O texto seguirá para apreciação do plenário. Caso seja aprovado, vai para a Câmara dos Deputados e depois, se não houver alteração, pode ser alvo de veto e sanção do presidente. Atualmente, há pelo menos quatro projetos de lei (PLs) ou PECs tramitando, tanto no Senado quanto na Câmara, que buscam acabar com a jornada 6×1. Uma proposta na Câmara está parada em uma subcomissão especial criada para tratar sobre o assunto e não há acordo para votação.
Brasil, um dos que mais trabalham
A média de horas trabalhadas no Brasil é superior à dos países do G7 (grupo de países mais desenvolvidos) e de metade dos países do G20. Enquanto no Brasil a média de horas semanais de trabalho fica em 39 horas, nos países do G7 é de: 32,1 horas no Canadá; 34,2 na Alemanha; 35,9 na França e no Reino Unido; 36,6 na Itália; 36,6 no Japão; e 38 nos Estados Unidos. O Brasil também está acima da média mundial, que é de 38,2 horas.
Mais sindicalizados
A sindicalização no Brasil registrou um crescimento em 2024, revertendo um declínio de décadas. A taxa nacional de sindicalização aumentou de 8,4% para 8,9% entre 2023 e 2024. Mais de 811 mil trabalhadores passaram a integrar os sindicatos, elevando o total de sindicalizados de 8.253.983 para 9.065.581. Esse crescimento vai de encontro ao movimento mundial e, segundo o Dieese, que levantou os dados, pode ser explicado pelo aumento de empregos formais.
Continuará preso
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta terça-feira, 13, mais um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para reverter a condenação de 27 anos e 3 meses de reclusão por liderar a tentativa de golpe de Estado, proferida em setembro de 2025 e já transitada em julgado. Os advogados de Bolsonaro tentavam levar o caso para o plenário do STF, sob o argumento que o Regimento Interno não exigiria quórum mínimo para reverter decisões de turmas. A mesma estratégia foi utilizada em dezembro passado e negada por Moraes. Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde novembro de 2025, quando a condenação transitou em julgado, encerrando as possibilidades de recurso. Moraes classificou o novo agravo regimental como “absolutamente incabível” juridicamente. Juristas consideram esses mecanismos da defesa do ex-presidente para mantê-lo em evidência e tentar mostrar, principalmente, para apoiadores que Bolsonaro está sob martírio mantido pelo Estado, além de passar uma imagem distorcida do sistema de Justiça.
Permitido trabalhar
Por outro lado, Alexandre de Moraes autorizou o general Mário Fernandes - condenado a 26 anos e seis meses de prisão - a trabalhar no Comando Militar do Planalto. Durante o governo Bolsonaro, Mário Fernandes ocupou o cargo de chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. De acordo com os autos do processo, o general foi preso pela elaboração do plano "Punhal Verde e Amarelo", que detalhava ações para a consumação de um golpe de Estado em 2022, incluindo o sequestro e assassinato de autoridades, como o próprio ministro Moraes e o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Fernandes cumpre pena por cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. Mas agora poderá prestar serviços "de cunho intelectual" à Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural do Exército e ao Centro de Doutrina do Exército para, segundo Moraes, “estimular sua ressocialização”.
Ricos poluem mais
Em apenas dez dias, a parcela dos 1% mais ricos do mundo consumiu todo o limite de CO2 permitido para o ano de 2026. É o que revela um estudo da Oxfam, organização civil sem fins lucrativos que atua na área de justiça social. Isso antes mesmo de o mês de janeiro chegar à metade. O gás carbônico é o principal gás do efeito estufa, fenômeno responsável pelo aquecimento global. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estabelece um limite de emissões globais para que o aquecimento do planeta não ultrapasse 1,5ºC em relação ao período pré-industrial. Entre os bilionários, no entanto, a média de emissões anuais, chamada de pegada de carbono, é de 75,1 toneladas por pessoa, 36 vezes o indicado pelo Pnuma. O estudo aponta que uma pessoa entre os 0,1% mais ricos produz mais poluição de carbono em um dia do que os 50% mais pobres emitem em um ano. E adivinhe, são os que menos contribuem para a crise climática (pobres, indígenas, mulheres e meninas) os que mais são afetados por ela.