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Esther Dweck: reforma ampla depende de consenso
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, afirmou que uma reforma administrativa ampla só tem chances de avançar no país com um "grande acordo institucional entre os três Poderes".
A declaração foi dada em referência ao projeto de reforma em discussão no grupo de trabalho (GT) coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Segundo a ministra, embora o deputado "ouça bastante" o Executivo, a proposta é do Legislativo, e sua aprovação depende de um consenso político mais abrangente.
Dweck ressaltou que, desde o início do governo, já há uma "reforma administrativa em curso" por meio de medidas da própria pasta, como a reformulação de 86% das carreiras, que agora contam com 20 níveis de progressão.
No entanto, ela indicou que um dos grandes desafios na agenda é acabar com os supersalários.
Concursos
A ministra revelou que o governo federal planeja contratar mais de 20 mil servidores até o fim do terceiro mandato do presidente Lula, superando a estimativa inicial de 18 mil.
Para 2026, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) autoriza a pasta a contratar 11.382 novos servidores por meio de concursos em andamento e futuros. Desse total, 3.652 serão os aprovados na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNPU), o "Enem dos Concursos".
Por ser ano eleitoral, a posse desses servidores só poderá ocorrer até o fim do primeiro semestre de 2026. Esses números não incluem as mais de 22 mil contratações previstas para universidades e institutos federais, que são geridas pelo Ministério da Educação.
A ministra lembrou a necessidade de renovação do quadro, citando a perspectiva de que mais de 180 mil servidores devem se aposentar nos próximos 10 anos.