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Reforma administrativa ainda ameaça servidores e serviços públicos

A PEC 32/2020 não está morta e enterrada. Empresariado e defensores seguem se articulando para levar o texto a plenário. A realidade é que, para estes apoiadores, não se trata de estado mínimo, mas de iniciativa privada lucrar com serviços públicos e devolvê-los quando estes não lhe satisfizerem mais. A máxima persiste: privatizar os lucros e socializar os prejuízos.
Exemplo disso é que, no último dia 24, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou um evento para debater a reforma administrativa e contou com a participação da ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, no painel "A Reforma Administrativa nos três poderes: Perspectivas e Desafios na Transformação do Estado".
Por conta disso, Dweck está sendo duramente criticada por entidades representativas dos servidores públicos. “Ministra, debata reforma com quem constrói o Estado!”, cobram.
É importante lembrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu durante sua campanha o compromisso de que seu governo seria contra a PEC 32/20, que representa um ataque aos serviços públicos. A busca pela retirada da PEC 32/20 da pauta de votação está entre os compromissos assumidos com os servidores federais e está formalizada em cláusula, de acordo com a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). E não só isso, a valorização dos servidores e dos serviços públicos também foi promessa de campanha.