Notí­cias

Lembrar para nunca esquecer. Ditadura nunca mais!

31/03/25 às 13:15 por Sindjuf/SE
  • Compartilhar via Facebook
  • Compartilhar via Twitter
  • Compartilhar via Whatsapp
  • Compartilhar via Email

 

 

Há 61 anos, em 31 de março de 1964, tinha início a aplicação do golpe militar no Brasil, ato que concretizava uma trama há meses engendrada. Tanques de guerra foram enviados pelo Exército ao Rio de Janeiro com o intuito de depor o então presidente da República, João Goulart, pondo fim ao período denominado Quarta República (1946–1964) e iniciando o período mais sombrio da história do Brasil, a ditadura militar (1964–1985).

 

O golpe de estado aconteceu em um contexto em que João Goulart, o então presidente civil, sofria críticas por propostas como nacionalização de refinarias de petróleo e desapropriação de terras, o que era considerado pelos generais como tendências esquerdistas. O grupo dirigente dessa conspiração era muito cauteloso e comandado por Castello Branco, que se tornaria o primeiro presidente militar do período.

 

Naquela época, o mundo estava polarizado pela Guerra Fria, uma disputa entre os Estados Unidos e a União Soviética pela hegemonia mundial, que refletia a luta ideológica entre capitalismo e regimes como o socialismo e o comunismo.

 

No Brasil, o Exército, apoiado por setores conservadores da sociedade, instaurou a ditadura militar sob o pretexto de combater a "ameaça comunista". A disseminação de notícias falsas criou um clima de medo e caos, justificando a necessidade de restabelecer a ordem.

 

A ditadura militar resultou em um período de autoritarismo, marcado por forte repressão, tortura e violações dos direitos humanos, com a morte de milhares de pessoas que se opuseram ao regime. O povo brasileiro foi privado de liberdades, direitos e democracia.

 

Além do legado autoritário, a ditadura militar deixou de herança para o Brasil uma grave crise econômica, enfrentada por muitos anos após a redemocratização, resultado da má gestão dos militares. Durante a ditadura, a dívida externa cresceu mais de 30 vezes, os salários foram arrochados, a hiperinflação atingiu 178% ao ano e houve um aumento significativo da pobreza e da desigualdade social. Os trabalhadores amargaram carestia.

 

Até hoje, o Brasil vive as consequências desse período devastador, tanto no âmbito econômico, como no sociocultural. Não faz muito tempo, vivemos ondas de fake news, ondas de fake news, ascensão do reacionarismo, ataques às instituições democráticas, e enfrentamos uma nova tentativa de tomada do poder.

 

É por isso que é preciso lembrar para nunca esquecer. Ditadura nunca mais!

 

    Clique na imagem para ampliar