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Enquanto servidores lutam contra perdas, governo amplia gastos com agronegócio

06/02/24 às 12:57 por Sindjuf/SE
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Servidores federais do setor agrário, fundiário, territorial e patrimonial estão mobilizados pela reestruturação de carreiras, reposição de perdas inflacionárias, valorização profissional, fortalecimento do Incra, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Secretaria do Patrimônio da União e das políticas públicas do setor.

 

Em 29 de janeiro, realizaram o dia nacional de mobilização pela reestruturação de carreiras e, nesta segunda, 5, os servidores iniciam uma série de atividades que toda semana devem ocorrer em frente às unidades do Incra em todo Brasil. Entre eles, estão peritos agrários, engenheiros, técnicos e analistas de nível superior. 

 

Essas atividades, ressaltam os servidores, não têm impacto apenas na soberania do país enquanto território, mas também na segurança alimentar, no combate à ocupação e uso irregular do solo e também no enfrentamento às mudanças climáticas. Seu trabalho é responsável direto pela execução de políticas públicas  imprescindíveis para uma reforma agrária popular e para a redução das profundas desigualdades que assolam a população do país. 

 

Entretanto, ressalvam, historicamente essas carreiras têm sido preteridas nas grandes negociações com o governo federal, chegando a amargar os piores salários do Executivo. Os servidores temem que, com os recursos escassos, fiquem novamente para trás nas negociações com o governo.

 

Mais para o agro

Enquanto isso, o governo Lula acaba de anunciar que fornecerá ao setor do agronegócio mais R$ 6 bilhões em linhas de crédito, sendo R$ 4 bilhões fornecidos por meio do BNDES Crédito Rural na forma de empréstimos em dólar com juros reduzido, programa criado para fomento ao latifúndio voltado à exportação. Outros R$ 3 bilhões restantes do Plano Safra de 2023 serão remanejados para este ano na forma de crédito subsidiado. 

 

No ano passado, o governo gastou R$ 9,4 bilhões com o ProAgro, 240% a mais do que o orçado. O programa é uma espécie de seguro destinado ao agronegócio, em que latifundiários que pegaram empréstimos com bancos privados e tiveram problemas na colheita causados por eventos inesperados (como eventos climáticos extremos) podem requerer compensações ou até mesmo indenizações. Embora também destinado a pequenos produtores, cerca de 85% do acionamento dos seguros no programa ocorreram nas plantações de soja, milho e trigo, diretamente relacionadas ao latifúndio. 

 

Agora, segundo o Portal da Transparência, o valor da nova ampliação da linha de crédito é cerca de R$ 3,2 bilhões a mais que o destinado ao Incra para 2024.

 

Com informações de A Nova Democracia

 

 

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