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Giro de Notícias

23/09/22 às 13:22 por Sindjuf/SE
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No Giro de Notícias, o Sindjuf/SE traz para os servidores um breve resumo de alguns dos principais acontecimentos da semana com impacto político, econômico e social.

 

Bilhões para a dívida

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano nesta quarta-feira, 21, após promover durante um ano o maior arrocho monetário desde 1999. Desde março de 2021, a taxa Selic foi elevada 12 vezes consecutivas, uma alta de 11,75 pontos percentuais. O aumento de juros a pretexto de reduzir a inflação não teve efeito nenhum, segundo o economista José Luis Oreiro. o governo Bolsonaro transferiu de recursos públicos a bancos R$ 586,4 no acumulado de doze meses até julho. Para o economista,  “o maior programa de transferência de renda da história, de toda sociedade, para o 1% mais rico do País.”

 

Trabalho escravo

Levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que ao menos 50 milhões de pessoas são vítimas de condições de trabalho análogas à escravidão no mundo. O problema afeta todos os continentes, inclusive países de renda média-alta, e explodiu nos últimos cinco anos, principalmente com a pandemia de covid-19 entre 2020 e 2021. Mulheres, crianças e imigrantes são os grupos mais atingidos pelo trabalho escravo; a cada oito vítimas, uma é criança. A construção civil e a agricultura são responsáveis por grande parte dos casos de trabalho análogo à escravidão.

 

IDH pior

O Brasil caiu da 84ª para a 87ª posição no ranking de desenvolvimento humano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da ONU. A pesquisa analisa 191 países, e os dados são referentes a 2021. O índice leva em conta a expectativa de vida ao nascer, a escolaridade e a renda para dar dimensão ao bem-estar da população em cada país. Pela metodologia do índice, quanto mais perto de 1 estiver um país, melhor o IDH. O Brasil saiu de 0,758 em 2020 para 0,754 em 2021. De acordo com o Pnud, no Brasil, o retrocesso foi considerado elevado.

 

Menos remédio

O Orçamento 2023 veio com um corte de 60% nos recursos do programa Farmácia Popular. Dos R$ 2,04 bilhões do orçamento deste ano, o recurso previsto cairá para R$ 804 milhões em 2023. A redução feita pelo governo vai afetar a distribuição à população de 13 tipos de medicamentos. O Farmácia Popular oferece gratuitamente remédios para as doenças mais comuns no país, como diabetes e hipertensão, e também dá acesso de forma subsidiada – o governo paga até 90% do valor tabelado e o cidadão, o restante – a medicamentos para rinite, glaucoma, osteoporose, doença de Parkison, anticonceptivos e fraldas geriátricas. A medida impactará a vida de milhões de brasileiros que necessitam do uso contínuo desses medicamentos. Assim como outros cortes, este tem o objetivo de garantir mais recursos para o “orçamento secreto”.

 

Piorou

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia baixou a estimativa oficial para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano, que passou de 7,41% para 6,54%. O INPC é a base da correção anual do salário mínimo pelo governo. Se esse aumento previsto se confirmar e não houver mudança no cálculo, o reajuste do salário mínimo em 2022 também será menor que o estimado anteriormente, R$ 1.302. Como a estimativa para o INPC recuou, o valor do salário mínimo também deve ser menor, de R$ 1.291,26. Em ambos os casos, não há aumento real.

 

 

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