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Governo pode pagar 20 milhões por voto a favor da reforma administrativa

13/10/21 às 15:30 por Sindjuf/SE
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Sem o apoio necessário para aprovar a PEC 32/2020 na Câmara, Bolsonaro e Paulo Guedes recorrem à “boa e velha” compra de votos. A negociata vai custar bem caro aos cofres públicos: R$ 20 milhões por deputado que votar a favor. A proposta é pagar as emendas extras - que não são de execução obrigatória no Orçamento - somente àqueles que votarem nos dois turnos. Como precisa de 308 votos favoráveis, a aprovação da reforma administrativa sairia a de R$ 6,16 bilhões.  

 

Enquanto isso, o ministro da Economia propõe um corte de 92% de recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Renato Janine Ribeiro, a maior parte dos recursos sairia do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e seu uso na Ciência é obrigatório. No entanto, uma medida provisória do governo federal prevê que a verba não utilizada seja destinada ao caixa do governo. Portanto, o corte é uma manobra para que o dinheiro retorne ao Tesouro. 

 

Este é só mais um exemplo recente de que a destruição dos serviços públicos já está em curso. A reforma administrativa será, se aprovada, uma previsão legal, a “assinatura embaixo” do uso do dinheiro público em benefício dos governantes da vez e de seus financiadores. A reforma, assim como toda a agenda neoliberal, serve a eles, aos “investidores” do país. Por isso, Guedes e Arthur Lira querem aprovar a PEC 32 a todo custo. É para isso que eles e praticamente toda a corja de políticos eleitos trabalham.  

 

 

 

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