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Vamos esperar o golpe? Até quando?

09/09/21 às 16:00 por Sindjuf/SE
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Do Sindjuf/SE

 

Todo dia, Bolsonaro faz ou diz alguma coisa que nos faz pensar “Agora chega! Ele ultrapassou os limites!”. Mas aí, no dia seguinte, o capitão consegue se superar e ultrapassar novamente o limite. Não existem mais limites. 

 

Os atos antidemocráticos orquestrados por Bolsonaro em 7 de setembro foram a gota d’água? Não, não foram. No dia 8, Bolsonaro acordou e seguiu sua vida. E estamos todos aqui, assistindo e lendo os pronunciamentos das autoridades sobre mais essa ameaça e aguardando a próxima.  

 

Cadê a ação das instituições desse país? Vão ficar seus interlocutores apenas falando? Demonstrando “indignação” e “intransigência”, mas sem que se tome uma atitude drástica? O presidente da República não pode tudo, não. Ele não está acima de tudo e de todos. Pelo menos, teoricamente. 

 

Não podemos acreditar que Bolsonaro apenas ladra, não morde. Não podemos ficar esperando o golpe se concretizar. Até porque talvez ele não ocorra à moda antiga. Ele já está acontecendo, com leis e medidas que beneficiam Bolsonaro, família e empresários que ajudaram a colocá-lo no poder; com a inversão de valores, com a subversão da ordem, o desrespeito à Constituição, a instalação do medo nas pessoas e da insegurança política, econômica, jurídica e social no país e diante do mundo. 

 

A destruição do meio ambiente, o envenenamento dos alimentos, o mais alto índice de desemprego, a fome, os preços nas alturas, o desmonte do serviço público e as quase 600 mil mortes somente por covid também fazem parte do golpe.  

 

Se nada até agora foi motivo suficiente para Arthur Lira, presidente da Câmara, analisar qualquer um dos pedidos de impeachment contra Bolsonaro, o que mais vai ser? Aliás, ambos são canalhas da mesma laia. 

 

Enquanto não “consegue” dar o golpe de uma vez por todas, Bolsonaro vai arruinando o país, castigando o povo e acumulando crimes – mas estes já ganharam até outros nomes: incivilidade, incompetência, despreparo etc. 

 

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