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Vídeo: refletir sobre a base que sustenta a sociedade
Do Sindjuf/SE
Não há crise em qualquer área que não leve a uma crise social. Isso porque, em qualquer momento de dificuldade, entram logo em risco os direitos do povo – fundamentais, humanos, trabalhistas. Praticamente todo o planeta é acometido por um vírus que rapidamente se propaga, que ameaça as capacidades dos sistemas de saúde, obrigando todo o mundo a parar, a não sair de casa.
E entre as medidas de enfrentamento à tamanha adversidade, que não tem previsão para acabar, está a derrubada de direitos, e os mais pobres, novamente, são os que vão sofrer mais. A desigualdade social fica ainda mais profunda.
Nessa pandemia, os empresários disseram em uníssono que, com as portas fechadas, com os trabalhadores em casa, iriam quebrar. Ora essa, então, são os trabalhadores que produzem as riquezas do país. Sem eles, a roda não gira. A eles, apenas, não é dada a chance de se obter os meios de produção. Resta-lhes vender seu bem mais precioso, sua força de trabalho.
É como já foi dito: estamos navegando sobre as mesmas águas, mas não estamos todos no mesmo barco. Alguns estão em navios e iates, com coletes salva-vidas, apreciando a vista, enquanto a tormenta não passa. Outros estão em frágeis embarcações, tentando bravamente se segurarem onde podem. Outros ainda já foram lançados ao mar.
Compartilhamos aqui o vídeo abaixo que, embora seja de três anos atrás, é completamente atual. Pode-se dizer até que a fala de Eduardo Marinho, o homem no vídeo, conhecido como artista plástico e filósofo das ruas, é atemporal.
A reflexão que queremos propor é: de onde vem tudo que consumimos e necessitamos? Quem faz a máquina da sociedade funcionar, manter-se ligada? São os trabalhadores, aqueles que vêm de baixo e, muitas vezes, permanecem lá por toda a vida, sem oportunidade de ascensão. Que valores, como sociedade, estamos buscando, construindo e repassando?
Fica nossa sugestão de assistir ao vídeo e pensar nessas questões.