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Compra de supermercado bilionária para o governo, fim do auxílio para a população
Do Sindjuf/SE
E mais: pandemia descontrolada, alta de preços em quase tudo, vacinação desorganizada
Enquanto os trabalhadores, informais, desempregados, mães e pais de família, tentavam sobreviver em meio à pandemia do coronavírus e, a duras penas, receberam o auxílio emergencial de R$ 600 e, depois, de R$ 300, o governo Bolsonaro torrava mais de 1,8 bilhão de reais em compras de supermercado. Esse é o valor gasto pelos órgãos do Executivo somente em 2020 com dinheiro dos cofres públicos. E representa 20% a mais do que foi usado em 2019.
Agora em 2021, o povo pena na incerteza da continuidade do auxílio emergencial. Para isso, a resposta de Paulo Guedes é “reduzir os gastos do governo”. Ora, essa! A redução tem que ser nos investimentos em Educação, Saúde, Ciência, Meio Ambiente, por exemplo? No pagamento da folha dos servidores públicos? Por que não cortar tremenda obscenidade? Bolsonaro prefere cortar direitos com congelamento salarial, teto de gastos, reforma administrativa, PEC Emergencial...
Na mesa do brasileiro, o tradicional prato de arroz, feijão, bife e batata frita está cada vez mais difícil, virou luxo. A insegurança alimentar voltou a crescer. Dos 68,9 milhões de domicílios no Brasil, em 36,7% (25,3 milhões de lares), foi identificado algum grau de insegurança alimentar, que pode ser leve, moderada ou grave – sendo este último quando as pessoas passam fome, e isso aconteceu em 3,1 milhões de lares. Apesar de a pesquisa do IBGE se referir aos anos de 2017 e 2018, é pouco provável que tal realidade tenha mudado nos dois anos seguintes.
Aliás, nessa crise sanitária e econômica tem faltado até oxigênio para o povo. Apesar disso, o Executivo de Bolsonaro não economizou em vinho, chocolate, pizza, leite condensado, goma de mascar, uva passa, molho shoyu, refrigerante e tantos outros itens pelos quais boa parte dos brasileiros não pode pagar. Veja lista abaixo (completa aqui).

Uma hipótese que não se pode descartar é a de superfaturamento dessas compras de supermercado.
Com a denúncia dos altíssimos gastos com produtos supérfluos, o Portal da Transparência saiu do ar na noite desta terça, 26, até a manhã de hoje, 27. De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), a sobrecarga de acessos teria provocado a indisponibilidade do site.
Alguns parlamentares, entre eles, o senador por Sergipe Alessandro Vieira (Cidadania), formalizaram uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a abertura de investigação sobre as compras do Executivo.
Vale dizer que, dentre todos os órgãos, o Ministério da Defesa foi o campeão nesses gastos. Em nota, as Forças Armadas se justificaram afirmando que têm a responsabilidade de promover a saúde de seu efetivo (370 mil pessoas) por meio de uma dieta diária balanceada. Ao que parece, inclui vinho, já que a conta da bebida é quase toda deles, segundo apuração do Portal Metrópoles.