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Coordenador do Sindjuf/SE fala sobre fortalecer a luta dos técnicos em encontro nacional

Do Sindjuf/SE

 

O Encontro Nacional dos Técnicos do Poder Judiciário Federal, realizado no último sábado, 29, em Fortaleza, deixou um importante recado: mais encontros devem acontecer. O grupo de servidores que participaram do evento concorda que precisam de mais união e organização para fazer avançar a demanda dos técnicos pelo Nível Superior, além de outras pautas, e difundir muito mais esse pleito que se refere à grande parte da categoria.

 

O encontro foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal no Ceará (Sintrajufe), com o apoio dos sindicatos dos servidores da Justiça Eleitoral (Sinje) e da Justiça do Trabalho (Sindissétima) e ainda da Associação Nacional dos Técnicos do Poder Judiciário da União (Anatecjus). Reuniu técnicos de diversas partes do país, mas contou com a presença também de analistas e agentes de segurança que entendem e apoiam a causa do NS. Representando a categoria em Sergipe, foram os dirigentes do Sindjuf/SE, Gilberto Melo e Nicodemos Sá.

 

O coordenador-geral do Sindjuf/SE, Gilberto Melo, foi convidado pela organização do evento a dar uma palestra. Em seu painel “Fortalecimento da luta dos técnicos respeitando a luta dos demais cargos”, Gilberto iniciou fazendo uma breve análise de motivos que podem ter colaborado para a estagnação do NS no Supremo Tribunal Federal (STF). O fato de a atuação dos técnicos ficar somente nos grupos de Whatsapp, deixando o assunto só na discussão e não levando a ações concretas.

 

O dirigente do Sindjuf/SE criticou também a aprovação do NS (na Plenária da Fenajufe de 2015) somente pelo grau de escolaridade, sem mudança na tabela remuneratória, o que para ele desestimulou o engajamento de colegas na luta. Na visão de Gilberto, a criação de associações específicas para cada cargo também atrapalha a luta de toda a categoria.

 

“Acho perigoso criar associações porque elas dividem a categoria e as pautas”, afirmou, citando ainda o que pode ser a solução. “Temos que convencer os servidores a retornarem aos sindicatos já; preparar grupos e criar um calendário de visitas a todos os estados para estes grupos conversarem com os técnicos e difundirem o pleito que ainda não é conhecido por todos, conversar com os colegas seguranças e atrai-los de volta para a caminhada com toda a categoria, e não só buscar gratificação e aposentadoria especial”, listou.

 

Na oportunidade, Gilberto expôs a necessidade de se criar um partido políticos dos servidores públicos. “Somente assim teremos verdadeira representação. Hoje, os políticos que temos, que vieram do serviço público, em sua maioria, não representam a nossa causam, não são a nossa voz”, frisou.

 

Anatecjus

A programação contou também com o painel “Anatecjus: a defesa do cargo de técnico judiciário”, no qual foi apresentada a Associação Nacional dos Técnicos do Poder Judiciário da União. A explicação sobre o papel da associação foi feita por seus diretores Rosana dos Anjos, Hudson Borges e José Everson dos Reis, este último também diretor do Sinjufego.

 

Hudson Borges traçou um histórico da criação da Anatecjus. Ele destacou que a aprovação do nível superior para técnico é premissa necessária a outras conquistas tão necessárias e justas quanto a do NS.

 

Já Rosana dos Anjos abordou a importância das associações para o fortalecimento e encaminhamento de questões específicas dos segmentos por elas representados. Rosana expôs uma série de notícias publicadas no site da Fenajufe que abordam o assunto NS na Comissão Interdisciplinar do STF. Não houve mérito analisado na Comissão. Apenas decidiram ser uma pauta viável de encaminhamento à discussão dos diretores gerais.

 

Segundo Rosana, ela mostrou todos esses trâmites para criticar o fato de somente essa pauta específica dos técnicos ter a necessidade de passar por tantas aprovações em assembleias para poder ter andamento.

 

O balanço do evento foi positivo. O Encontro Nacional do Técnicos deixou evidente a necessidade de retomada da luta pelo NS, de intensificar a atuação junto aos próprios técnicos que ainda estão indiferentes à causa e, ainda, de trazer toda a categoria para a unidade e harmonia imprescindíveis para a defesa dos direitos dos servidores do Poder Judiciário Federal.