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Ser mulher inspira ir à luta!

Do Sindjuf/SE

 

Neste 8 de Março, o Sindjuf/SE vem dar sua contribuição e prestar singela homenagem, trazendo um breve histórico sobre três grandes mulheres brasileiras, que marcaram seu tempo e influenciaram gerações. Recomendamos, inclusive, que a leitura não pare aqui, mas que siga por mais pesquisas sobre essas mulheres que enfrentaram as barreiras sociais impostas pela sociedade e mudaram seus destinos e o curso da história.

 

 

Nísia Floresta

Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, está na história como educadora, escritora e poetisa. Mais do que isso, ela foi revolucionária, vanguardista e à frente do seu tempo.

 

Nordestina do Rio Grande do Norte, Nísia é tida como a primeira feminista brasileira. Quando o conceito do feminismo, provavelmente, ainda nem tinha sido cunhado, escreveu seu primeiro livro, Direitos das mulheres e injustiça dos homens, aos 22 anos. Depois, vieram outras 14 obras, mundialmente reconhecidas, nas quais defende os direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.

 

Defensora dos ideais abolicionistas e republicanos, Nísia Floresta também foi a primeira mulher a ter seus textos publicados em jornais. Em 1838, a escritora abriu uma escola somente para meninas, onde elas estudavam gramática, português, francês e italiano, ciências naturais e sociais, matemática, música e dança às meninas. Numa época em que, quando iam para a escola, eram ensinadas somente a costurar, a cuidar da casa, boas maneiras e virtudes morais de uma boa mãe e esposa.

 

Por tantos feitos radicais para sua época, Nísia foi duramente criticada e perseguida. Ela morou em diferentes países da Europa, tempo em que se dedicou bastante a seus escritos, legado que Nísia Floresta deixou.

 

 

Eliane Potiguara

Eliane Lima dos Santos, mais conhecida como Eliane Potiguara, é uma grande defensora dos direitos indígenas. Fundadora da Rede Grumin de Mulheres Indígenas (Grupo Mulher-Educação Indígena), Potiguara carrega esse nome em alusão à origem de seus avós, nordestinos. É formada em Letras e Educação pela UFRJ e extensão em Educação e Meio ambiente pela UFOP.

 

Carioca, Eliane é professora, escritora, poetisa e contadora de histórias. Foi uma das 52 brasileiras indicadas para o projeto internacional “Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz”. Por sua luta pela integração da mulher indígena nos processos social, político e econômico do Brasil, coleciona outros títulos e prêmios, como o de uma das “Dez Mulheres do Ano de 1988”.  

 

Leva a voz dos povos indígenas para diversos cantos do país e do mundo, através de fóruns governamentais e não governamentais. Participou, inclusive, da elaboração da Declaração Universal dos Direitos Indígenas. Ativista pela identidade de seu povo, luta especialmente pela sobrevivência das línguas nativas, a exemplo do tupi.

 

 

Antonieta de Barros

Primeira mulher eleita deputada estadual de Santa Catarina. Primeira mulher negra a ser deputada estadual no Brasil. Essa é Antonieta de Barros, filha de ex-escravos, que contrariou todas as expectativas para uma mulher negra e pobre do início do século XX e se tornou jornalista, educadora e deputada.

 

Logo após se formar na Escola Normal Catarinense, Antonieta fundou o Curso Particular Antonieta de Barros, que levava alfabetização à população pobre, sendo professora de português e literatura em outros três colégios mais tarde. Via na educação o caminho para o futuro. Também dirigiu a revista Vida Ilhoa e fundou A Semana. Como jornalista, usava o pseudônimo de Maria da Ilha e escrevia sobre educação, política, questões raciais e de gênero.

 

Seu mandato teve como prioridade a luta pelos direitos das mulheres, entre eles o voto feminino, e dos menos favorecidos. Sua presença e atuação num espaço antes restrito a homens ajudaram a quebrar obstáculos e padrões ligados a gênero, raça e classe social.

 

 

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